FAQ - Perguntas e Respostas

DÚVIDAS COMUNS


1- Quais os tipos de sistemas de energia solar? Qual o tipo certo para minha pessoa?

Existem dois (02) tipos básicos: Térmicos (aquecimento) ou Fotovoltaicos (energia elétrica). 

Térmicos 

Servem para chuveiros, piscinas, aquecimento de ambientes ou processos industriais.

Fotovoltaicos

Sistemas Isolados (ou Off Grid ): para locais de difícil acesso, desconectados da rede elétrica local. 

Conectados à rede (ou Grid Tie): mais comuns, funcionam conectados a rede elétrica da distribuidora local.

2 - Quantos painéis preciso para abastecer minha residência?

Não há uma resposta padrão, pois depende de uma série de variáveis, inclusive o tamanho dos painéis escolhidos. 

Ex: uma residência com consumo de 500 kWh/mês utilizará cerca de 15 a 20 painéis de 235 Wp em uma cidade média brasileira para abastecer 100% de sua necessidade.

3 - Quanto custa um sistema de energia solar fotovoltaica?

Um sistema completo e instalado custa entre R$ 7.000,00 e R$ 15.000,00. 

O custo do sistema depende do seu tamanho e equipamentos selecionados, que por sua vez, depende da quantidade de energia necessária e de características do local da instalação. 

4 - Qual a área necessária para um sistema fotovoltaico?

Um sistema de um (01) kW ocupa uma área de aproximadamente 7m2 de painéis.Depende do tamanho e características do sistema bem como da forma como eles deverão ser montados nos arranjos. 

No entanto, se estiverem inclinados sobre uma superfície plana como uma laje, um painel pode fazer sombra sobre outro e eles deverão ficar afastados, exigindo uma área até duas vezes maior. 

5 - Quais equipamentos domésticos podem ser utilizados em um sistema conectado à rede (grid tie)?

Qualquer equipamento pode ser utilizado.

Equipamentos de alto consumo: chuveiro elétrico e ar condicionado requerem muitos painéis.

Caso seja possível, por exemplo, o chuveiro elétrico pode ser substituído por energia solar térmica, mais eficiente e barata para esta aplicação.

6 - Qual o melhor sistema para aquecimento de água?

Para aquecimento de água (chuveiro, piscina, torneiras etc.) deve-se utilizar a energia solar térmica - mais viável e eficiente. 

7 - Quais equipamentos podem ser utilizados em um sistema isolado (Off Grid)?

Neste tipo de sistema, não devem ser utilizados equipamentos como chuveiro elétrico e ar condicionado.

O alto consumo e potência inviabilizam o sistema e eles podem ser substituídos.

Equipamentos com motores elétricos (geladeiras e bombas d’água) exigem inversores adequados devido a potência de partida. 

Pergunte sempre qual é o inversor ideal para alimentar seus equipamentos.

8 - Posso produzir energia solar fotovoltaica em minha casa ou empre

Sim, esta é uma das aplicações mais utilizadas em todo o mundo, funcionando de forma integrada com a rede elétrica

O consumidor pode trocar energia com esta rede, pagando apenas a diferença entre seu consumo e a produção própria de energia.

Caso você não tenha acesso à rede elétrica é possível fazer um sistema isolado (off grid).

Neste caso, o sistema precisará de baterias para armazenar a energia para a noite e dias nu

9 - A instalação dos sistemas fotovoltaicos é difícil

Sistemas pequenos e isolados (off grid), compostos por até 3 ou 4 painéis são de fácil instalação e menor risco, mas é recomendado que seja realizada por um profissional com familiaridade com sistemas fotovoltaico

Já para sistemas conectados à rede ou sistemas off grid maiores deve-se recorrer a um profissional especializado.

10 - Existe diferença entre os diferentes tamanhos de painel?

Os painéis menores são geralmente utilizados para sistemas isolados, com baterias, enquanto os painéis maiores para sistemas conectados à rede elétrica.

Isso acontece devido a voltagem típica de cada painel, 18V para os pequenos (até 140 Wp ou de 36 células) e 30V para os maiores (240 Wp de 60 células, por exemplo)

Os painéis grandes não são feitos para utilização com baterias.

Podem ser utilizado, porém seria necessário um controlador de carga especial (MPPT) o que aumentaria o custo total do sistema.

11 - E a energia eólica? Posso montar um sistema hibrido de energia solar e eólica?

Sim, um sistema de energia solar pode ser hibrido com energia eólica e também com um gerador a diesel, hidroelétrico, ou combinações com mais de duas fontes. 

Com relação à energia eólica, deve se observar com muita atenção o local da instalação, pois esta fonte depende de ventos fortes, constantes e com pouca turbulência, condições não são encontradas em qualquer local.

Em zona urbana ou com muitas árvores, por exemplo, a energia eólica não é recomendada.

Além disso, os geradores eólicos precisam de maior manutenção, pois possuem partes móveis que se desgastam mais rapidamente.

No entanto, de frente para o mar ou no alto de colinas, esta fonte tem potencial de utilização.

 

DÚVIDAS TÉCNICAS


12 - Quanto produz um painel solar fotovoltaico?

No Brasil um painel de 100Wp produz em média entre 400 e 650 Wh por dia (ou entre 12 e 20 kWh por mês)

Vários fatorem podem interferir na quantidade de energia produzida por um painel, onde se destacam:

  • Perdas de energia (35% sistemas isolados e 20% sistemas conectados a rede);
  • Tipo painel (mono ou policristalino), Local de instalação, Inclinação do painel, Temperatura, Sombreamento.
  •  

13 - Qual a diferença entre Potência, W, Wp, Wh e kWh?

  • Potência: quantidade de energia cedida por uma unidade de tempo;
  • W (Watt): unidade de medida para potência (equivale a 1 Joule/segundo);
  • Wp (Watt-pico): unidade que significa a potência (W) fornecida por um painel em condições especificas;
  • ​Wh (Watt-hora): unidade de medida de energia gerada;
  • kWh (kilo-Watt-hora) são 1000 Wh.  O kWh é a unidade de medida de nossa conta de luz. 

14 - Quais dados são necessários para dimensionar um sistema fotovoltaico?

Sistemas isolados (off grid): 

  • Lista de equipamentos com Potência (W);
  • Horas de uso por dia (h);
  • Tensão funcionamento dos equipamentos (12V, 110V, 220V, etc.);
  • Local Instalação (Cidade - UF);
  • Autonomia requerida em dias (quantos dias sem sol o sistema deve suportar).

Sistemas conectados à rede (grid tie):

  • Consumo mensal em kWh;
  • Tensão (110V, 220V ou 380V);
  • Tipo/ Sistema (mono ou trifásico);
  • Local Instalação (Cidade - UF).

15 - Quais equipamentos são necessários em um sistema solar fotovoltaico?

  • Painéis fotovoltaicos: captam a energia solar e transformam e energia elétrica;
  • Inversores: transformam a corrente contínua (CC) em corrente alternada (CA);
  • Baterias: utilizadas em sistemas isolados para armazenar energia;
  • Controladores de carga: utilizados em sistemas isolados, controlam o carregamento das baterias;
  • Acessórios:  cabos FV, estruturas de fixação dos painéis, dps, disjuntores, conectores MC4 entre outros acessórios

16 - Qual é a vida útil do sistema?

  • Sistema FV (conectado à rede):  30 a 40 anos (vida útil);
  • Painéis fotovoltaicos: 25 anos (garantia/produção 80% da potência nominal);
  • Inversores: 5 a 10 anos. Alguns microinversores têm vida útil maior, chegando a 25 anos;
  • Sistema FV (isolado):
  • Inversores e controladores de carga : 5 a 10 anos.
  • Baterias: 4 anos (média).

17 - O sistema fotovoltaico pode ajudar para quedas de energia? (Backup)

Os inversores grid tie (conexão à rede) funcionam de forma sincronizada com a rede elétrica e dependem dela para funcionar.

Esta é inclusive uma medida de segurança para não ferir técnicos de manutenção que desligam a rede para efetuar um reparo

É comum as pessoas pensarem que a energia solar fotovoltaica servirá de backup (reserva) caso quedas de energia aconteçam.

Este é um pensamento equivocado.

18 - Preciso de baterias em um sistema conectado à rede elétrica?

Não. Os sistemas conectados à rede elétrica jogam a energia excedente na rede e o relógio registra esse excedente como crédito que será compensado pelo consumo durante a noite, dias nublados ou até mesmo nos meses subsequentes. Para isso, a concessionária trocará o relógio por um relógio bidirecional. É como se a rede pública fosse sua “bateria", recebendo a energia para o uso em outro momento. Saiba mais sobre: sistemas grid tie.

9 - Posso adaptar uma bomba d’água elétrica com energia solar fotovoltaica?

Pode sim. Devido a potência de partida ou surto dos motores elétricos que pode chegar a oito vezes a potência nominal. 

O que exige um inversor muito grande e caro e inviabilizando o sistema seja pelo custo ou até mesmo tecnicamente.

Por esse motivo, surgiram as bombas solares, que dispensam o uso de inversores e devem ser utilizadas sempre que possível, substituindo as bombas convencionais.

20 - Por que a vazão das bombas solares deve ser considerada em L/dia e não L/h?

Bombas d’água solares não possuem uma vazão constante, a vazão varia com a hora do dia, conforme a irradiação solar.

Como a vazão é muito diferente entre 9h da manhã e 12h, por exemplo, faz mais sentido olhar a produção diária.

Pode ser determinada e é relativamente constante.

21 - As bombas d’água solares funcionam com bateria?

Depende da bomba. A grande maioria das bombas solares não é feita para trabalhar com baterias e sendo sua grande vantagem.

Como elas bombeiam somente enquanto houver sol, o ideal é que a água seja bombeada e armazenada durante o dia. 

Podendo ser utilizada durante o dia e a noite.

O reservatório deve ser grande o suficiente para garantir a água durante os dias nublados.

22 - Existem incentivos e linhas de crédito para energia solar fotovoltaica?

  • Construcard e Producard: devido a Resolução nº 482/2012 da ANEEL que regulamentou a produção de pequenos geradores de energia, por meio dos cartões a Caixa Econômica Federal está financiando projetos de energia solar em até 240 meses;
  • Santander Sustentabilidade: existe uma linha de crédito para financiar projetos e compra de equipamentos e serviços que utilizem energias renováveis, como a energia solar. O financiamento pelo CDC Eficiência Energética de Equipamentos está sujeito à aprovação de crédito e as taxas de juros variam conforme o valor e os prazos de pagamento;
  • Desenvolve SP: O Governo de São Paulo tem uma meta de redução de 20% das emissões de gases do efeito estufa até 2020. Para atingir esse objetivo deseja que os empresários participem desta ação em prol ao meio ambiente. Para facilitar ele criou a Linha de Financiamento Economia Verde. Nela os painéis solares do sistema fotovoltaico podem ser financiados com taxas a partir de 0,53% a.m. em até 120 meses;
  • BNDES: Para grandes investidores, existe uma linha de crédito “Fundo Clima” que financia sistemas de energia solar para empresas nacionais, cooperativas e produtores rurais. Para esta linha de crédito, os projetos devem ter um valor mínimo de 3 milhões de reais e os juros são de até 3,6% ao ano. Para solicitar basta encaminhar a requisição para o BNDES.

DÚVIDAS REGULATÓRIAS


23 - Posso vender energia para a concessionária?

Não. O sistema adotado pelo Brasil não permite a venda de energia à concessionária como em outros países.

No entanto existe um sistema compensação de energia onde um crédito (Produção maior que o Consumo) gerado em um determinado mês pode ser utilizado em um mês subsequente ou até mesmo em outra unidade consumidora do mesmo CPF ou CNPJ, dentro da mesma concessionária. 

Ex: Em determinado mês você viaja de férias ou a radiação solar é muito alta e você produz 500 kWh consumindo apenas 400 kWh, será gerado um crédito de 100 kWh. Se no próximo mês seu consumo foi de 550 kWh e a produção de 500 kWh, você não pagará nada e ainda terá um crédito de 50 kWh para os próximos meses.

24 - Os sistemas conectados à rede elétrica são permitidos pela concessionária?

Sim, inclusive há uma Resolução Normativa da ANEEL (482/2012) que trata inteiramente sobre sistemas de microgeração conectados à rede elétrica.

As concessionárias não só devem permitir como têm prazos máximos definidos para avaliação e autorização dos sistemas.

Saiba mais: Resolução Normativa 482/2012 – ANEEL.

25 - Posso ser independente da concessionária usando energia solar fotovoltaica?

Sim, porém se você já tem acesso à rede elétrica isso não é recomendado.

O sistema fotovoltaico conectado à rede é mais eficiente, econômico, seguro, ecologicamente correto e de menor manutenção.

26 - Três tipos básicos de painel solar fotovoltaico

  • Monocristalinos – Mais eficientes e feitos de células monocristalinas de silício. O silício utilizado deve ter elevada pureza, envolvendo um processo complexo para fabricar os cristais únicos de cada célula;
  • Policristalinos –  Pouco menos eficientes que os monocristalinos. Nestes casos as células são formadas por diversos e não somente um cristal, dando uma aparência de vidro quebrado à célula;
  • Filme Fino – O material fotovoltaico é depositado diretamente sobre uma superfície, como metal ou vidro para formar o painel. São muito mais baratos e também muito menos eficientes. A área disponível pode ser uma restrição, pois a baixa eficiência deve ser compensada por uma área maior.

27 - Regulação do Sistema Grid-Tie

  • Resolução Normativa da ANEEL Nº 482, de 17/04/2012:  estabelece as condições gerais para o acesso de geração distribuída de pequeno porte à rede elétrica e cria o mecanismo de compensação de energia. A resolução criou as regras necessárias para que qualquer pessoa ou empresa possa gerar energia fotovoltaica para seu próprio consumo;
  • Net-Metering: sistema adotado no Brasil, o consumidor-produtor de energia paga em sua conta de luz apenas a diferença entre o seu consumo e a sua produção. A produção de energia é convertida em créditos que são abatidos da conta dentro do próprio mês ou dentro de até 36 meses, caso tenha produzido energia em excesso, garantindo a adequação às sazonalidades de produção e consumo. Além disso, os créditos podem ser usados em outras unidades consumidoras do mesmo titular, desde que as unidades sejam atendidas pela mesma distribuidora de energia.

Com a aprovação da regulação, a ANEEL definiu as bases técnicas e comerciais para implantação de sistemas fotovoltaicos no Brasil.

28 - A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL

O caderno com o tema Micro e Minigeração Distribuída - Sistema de Compensação de Energia Elétrica apresenta:

  • Visão panorâmica acerca das condições gerais para o acesso de microgeração e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica;
  • Dinâmica de funcionamento do sistema de compensação de energia elétrica;
  • Detalhes de um microgerador ou um minigerador;
  • Prazos que as distribuidoras devem atender para as solicitações de acesso feitas pelos geradores;
  • Funcionamento do sistema de compensação de energia;
  • Informações sobre impostos e tributação.

Link Caderno Técnico Microgeração e Minigeração Distribuída da ANEEL: Micro e Minigeração de Energia Elétrica - caderno ANEEL

GERAÇAO SOLAR DE ENERGIA  COMPARTILHAD

29 - O que é geração solar de energia compartilhada?

Geração compartilhada de energia no Brasil, consiste basicamente em definir uma determinada área, para instalação de uma usina solar fotovoltaica (UFV) com potência pré-estabelecida (1MW, 2MW, 3MW.....) para gerar energia por meio da tecnologia fotovoltaica com fins definidos. Em geral um empreendimento de geração compartilhada pode ser composta de um único ou até diversos empreendedores que tem por objetivo gerar energia e revender diretamente para a distribuidora local e a uma tarifa pré-deteminada (ACR - Ambiente de Contratação Regulada) ou ainda a depender da potência instalada na usina, comercializar a produção no mercado livre de produtores de energia (ACL - Ambiente de Contratação Livre).

30 - Quais são os modelos de geração compartilhada que existem?

Diversos modelos de gestão e comercialização da energia gerada podem ser implementados, sendo os mais comuns aqueles onde um ou diversos empreendedores financiam a construção de uma UFV e comercializam a energia gerada no ACR. E um modelo bastante popular com a principal vantagem de contar com um "comprador" de energia garantido, apesar de que o preço de comercialização em média é bem mais baixo do que se comparado com os preços alcançados em leiloes de ACL.

Outro modelos que tem vanatgens potenciais seria o modelo onde um ou diversos empreendedores financiam a construção de uma UFV e optam por "lotear" a area de funcionamento da UFV para diversos "clientes" que em teoria devem ser atendidos com uma "quota" mensal de energia gerada para abatimento em sua conta de energia. Tal modelo porém tem algumas caracteristícas únicas que devem ser consideradas para que o investimento seja considerável rentável ou não.

31 - Quais as vantagens e desvantagens para o consumidor? e para o investidor?

A Vantagem mais obvia seria a proteção de aumentos futuros acima da inflação por parte do consumidor em relação a tarifa de energia. Desta maneira o consumidor consegue se planejar financeiramente mesmo em casos de eventos fortuitos. Já para o investidor representa uma oportunidade de remuneração do capital com ganhor reais acima dos indices de inflação e do nível da taxa SELIC.

32 - Existem aspectos que devo considerar?

Sim. Como todo investimento de longo prazo, o tempo médio de vida útil de uma usina determinado entre outros pelo tempo de vida dos equipamentos que a compoem. A industria de geração FV considera 25 (vinte e cinco anos) como um tempo válido. Este valor pode ser estendido em caso de melhoria contínuas e até mesmo repotênciação de uma unidade UFV. Desta maneira tais investimentos ficam sujeitos a variações do ambiente macroeconomico e até mesmo do clima (mudanças climáticas).

Com um tempo médio de concessão em torno de 20 (vinte) anos, eventuais flutuações no preço médio do kWh para uma determinada região em uma sequencia de anos (3 a 4 anos) é um fator a ser considerado na TIR (Taxa Interna de Retorno) para projeções de rentabilidade média do investimento.

As mudanças climatícas e consequentes alterações nos regimes de chuvas durante um determinado conjunto de anos, também podem influir decisivamente na média de insolação com base em dados passados.

Do ponto de vista de projeto e do aspecto construtivo, fatores como custo de segurança dos equipamentos instalados, adequação de terreno para empreendimentos de energia pode eventualmente inviabilizar a previsão de investimentos com consequente impacto na TIR e no fluxo de caixa futuro para uma determinada UFV.

Uma visão de longo prazo é essencial para aproveitar todo o potencial que a tecnologia fotovoltaica pode vir a proporcionar. O número de projetos em execução na região NE do Brasil

 

33 - O que significam as siglas ACR e ACL?

ACR - Ambiente de Contratação Regulada: conjunto de regras que visam organizar a produção e comercialização de energia elétrica por produtores independentes e de vários tamanhos sob regras definidas e de modo a atender a demanda de distribuidoras de energia do Brasil. Como o próprio nome sugere, trata-se um ambiente com normas pré-definidas onde toda a produção

ACL - Ambiente de Contratação Livre: podendo ser chamado de mercado livre ou mercado livre com preço spot, em geral atinge produtores com maior potência instalada (em geral MW) e que podem comercializar livremente sob a lei de oferta e demanda sua totalidade e excedente gerado. Este mercado  em geral os preços conseguem bem mais atrativos para comercialização de grandes volumes de energia. Os preços são definidos em R$/MWh e em determinadas epócas do ano (escassez de chuvas ou ambiente de aceleração econômica, uso de térmicas emergenciais...) pode ser bastante vantajoso comercializar energia no mercado livre. São estabelecidos contratos de compra e vendas em quantidades pré-determinadas de energia com despacho (envio) programado e punições duras em caso de descumprimento dos acordos pré-estabelecidos.

 

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